terça-feira, 30 de junho de 2009

Saída de jogador


Muito se comenta quanto a real validade da saída do volante Roger Bernardo para o futebol alemão, mas é preciso saber que o mundo do futebol da voltas tão rápido quanto um furacão. Hoje se está voando em campo, reporter fazendo matéria para o jornal esportivo e amanhã esquecido e nem relacionado no banco e com Roger Bernardo não foi diferente que por duas vezes encostado em seus antigos clubes, Palmeiras e Guarani. (encostadaaaaaasso mesmo) Alguns fanáticos torcedores questionam que o mesmo atravessava uma boa fase pelo alvinegro e que talvez não devesse sair, esperando que ficasse mais valorizado ainda pela conquista do acesso, minha opnião quanto a isso, é que quem pensa assim, não pensa com a cabeça e sim com o coração. Vou topificar para ficar mais claro:

- Primeiro fato de todos, ele era um bom jogador, mas não um ídolo da torcida, caso fosse um Fernandes ou Wilson, dai sim poderia vir um lampeeeeeeejo de frustração pela perda do atleta, enfim, ele era só mais um no grupo.

- O fator financeiro é o maior peso da balança, obviamente. Fora se fosse um ídolo e o reconhecimento do carinho pelo clube e a torcida por ter sido formado na casa, ou ter tido varias consagrações pelo grupo, não adianta projeto de titulo, planejamento de acesso que o faça pensar mais adiante porque o mundo da bola é cruel. O certo é que isso acontece com todo jogador, veja o Keirrison, nego vai pro Barcelona e nem beijinho beijinho tchau tchau deu.. dixxxparô.

- Seja consciente torcedor, se você trabalha em uma empresa desempenhando normalmente seu papel e ganha um oportunidade de fazer a mesma coisa, em um ambiente de trabalho muito melhor e com salário mais que o dobro que você ganha, você não trocaria de ambiente? Sim, concordo que há variaveis negativas nessa conclusão, mas pensando no seu futuro, pensando na sua família, com o mundo do futebol que conhecemos hoje e a própia crise que passamos, não valeria, fora a experiência de aumentar o patamar de qualidade de vida? (sim sim, Floripa tem uma puta qualidade de vida, mas gente, vamos diminui a conversa se não vai longe e vocês entenderam né? rss)

- Ele é atrelado a um empresário. Então a outros interesses a mais do que o próprio clube e jogador, não precisamos falar muita coisa. (Fora que é "sonho" de todo profissional da bola jogar no exterior)

A questão não é necessariamente dinheiro no bolso, a realização profissional está em todos os trabalhos, lógico que o financeiro é o chamariz para desencadear esse fato, se fosse comigo, faria o mesmo, é hipocrisia qualquer outra resposta de amor ao clube ou sabe lá o que...

3 comentários:

jbmartins disse...

Po Marco esta é a pura e simples verdade, mais o time tipo o Figueira que tenta ser vitrine para negociar jogadores tem que ter um cara que enteneda de Futebol, para ter um elenco com 30 bons jogadores , não 6 bons e o restos pera de pau, ai como eles vão querer consiliar, negociação com anseios da torcida.

Rafael Ziggy disse...

Fala Marco! Escrevi sobre o Roger dizendo que ele não deveria sair. Fiz isso com a cabeça, não com o coração. explico:

- Sim, ele não era ídolo, assim como André Santos, Carlos Alberto, Chicão e tantos outros também não eram quando foram para o Corinthians.

- O fator financeiro pesa sim. Só que uma coisa é ir pro Barcelona, onde se tem visibilidade. Outra é ir pro Energie... (o que mesmo?). Não exigi carinho pelo clube no meu texto, mas que ele colocasse a mão na consciência quanto ao seu futuro. Já que jogador virou produto, tem que ter planejamento na carreira. Kaká é o maior exemplo disso.

- Acredito que no caso de Roger, a comparação feita não foi mto realista. Na minha opinião seria assim: Se vc trabalha em uma empresa normalmente e recebe uma proposta por um salário maior em uma empresa do exterior que você não conhece direito e com um ambiente duvidoso (ouça a série de reportagens sobre preconceito no futebol da CBN essa semana q vc entenderá), você trocaria de ambiente?

- Esse ponto eu concordo, foi o que disse no meu texto. Não dá pra saber até onde a decisão é realmente dele nesse processo. E o sonho de jogar no exterior, realmente, fala mais alto.

A questão aqui não é amor ao clube, mas planejamento de carreira. Onde ele vai aparecer mais? Fazendo uma boa temporada na série B pelo Figueira? Ou jogando a 2a divisão na Alemanha em um time que poucos ouvem falar por aqui?

Acredito, sinceramente, que ele teria bem mais chances de sucesso se fizesse uma boa temporada pelo Figueirense, Guarani, Ponte Preta, Bahia ou qualquer outro time da 2a divisão.

Abraço Marco! (tentei te mandar um email e não consegui, podes entrar em contato lá no http://www.meufigueira.com.br/fale-conosco/ ?? valeu!)

Ingrid disse...

Esse teu comentário está perfeito ...
Porém não podemos nos dar ao luxo de ficar perdendo os poucos atletas que mostraram pelo menos alguma habilidade ....
Para a gente , o quadro que já não está bom , fica um pouquinho mais difícil ......
Boa Sorte para ele !!!!!!!!